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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (06), a Operação Zona Cinzenta para apurar suspeitas de irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, todos expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal no Amapá. Segundo a PF, não há investigados com foro por prerrogativa de função.
No centro da investigação está a Amapá Previdência (Amprev), atualmente sob o comando de Jocildo Lemos, nomeado pelo governador do Amapá, Clécio Luís. A autarquia é responsável pela gestão dos recursos previdenciários dos servidores estaduais e realizou investimentos considerados atípicos em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição privada que já apresentava alertas de risco.

De acordo com a apuração, a Amprev chegou a investir cerca de R$ 400 milhões no Banco Master. A Polícia Federal investiga por que valores tão elevados foram aplicados na instituição, mesmo diante de alertas técnicos que indicavam riscos relevantes. Ata de reunião de julho de 2024 revela que conselheiros da Amprev advertiram Jocildo Lemos sobre os “altos riscos” e até “problemas políticos” envolvendo o banco antes da aprovação do investimento.

Jocildo Lemos, presidente da Amprev e aliado do senador Davi Alcolumbre, é investigado por possível gestão temerária e gestão fraudulenta. Conforme a PF, os investimentos variaram entre R$ 100 milhões e R$ 400 milhões em títulos considerados de risco, aprovados mesmo após pareceres técnicos contrários.


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